Está planejando uma viagem para Florianópolis e precisa de uma ajudinha para organizar tudo o que você quer fazer na cidade? Então você está no lugar certo! Nesse artigo vou te ajudar a entender qual a melhor forma de organizar um roteiro para Floripa e também vou mostrar o roteiro detalhado que eu fiz em 4 dias na cidade para te inspirar. 😉

COMO ORGANIZAR SEU ROTEIRO PARA FLORIANÓPOLIS?

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que Florianópolis é uma ilha estreita e possui as regiões bem definidas entre norte, sul, leste e oeste. Na prática, isso significa que as distâncias entre as extremidades são grandes e esse é o principal fator que precisa ser levado em conta na hora de montar a logística do seu roteiro na cidade. Por conta disso, acredito que alugar um carro seja a melhor opção para se deslocar em Florianópolis.

Floripa possui atrações turísticas em todas as regiões, então a melhor forma de organizar os programas é por área da ilha. Ou seja, deixe pra conhecer o Sul no mesmo dia, todo o Norte em outro dia, e por aí vai. O importante é não precisar se deslocar entre as macro regiões da Ilha em um único dia!

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A lindíssima Ilha do Campeche vista de cima (foto: @matheuscardoso)

Sabendo disso, veja abaixo o roteiro que eu fiz na minha viagem de 4 dias em Florianópolis!

ROTEIRO DE 4 DIAS:

Minha viagem para Floripa foi durante o feriado da Páscoa, no outono. Li muito na internet que essa seria a melhor época para ir a cidade, por conta do clima ainda ser agradável e não estar mais lotada de turistas. Porém, acabou que eu tive um pouco de azar e peguei chuva nos últimos dois dias da minha viagem, o que me forçou a adaptar o meu roteiro para esse cenário.

Por isso, vou escrever exatamente o que eu fiz e a experiência que eu tive considerando o contexto da minha viagem. Porém, nos casos em que houve mudança de planos, falarei também o que eu teria feito naquele dia se o clima tivesse sido favorável. Acredito que assim será uma forma legal de mostrar para vocês qual seria o roteiro “ideal” na minha opinião e o que eu fiz para poder me adaptar. 😉



DIA 1: SUL DA ILHA + ILHA DO CAMPECHE

LOCAIS VISITADOS: PRAIA DO CAMPECHE + ILHA DO CAMPECHE + PRAIA DA ARMAÇÃO + PÂNTANO DO SUL

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Praia da Ilha do Campeche, sem dúvidas uma das praias mais bonitas e imperdíveis de Florianópolis (foto: @matheuscardoso)

Reservei o meu primeiro dia de viagem pra conhecer a parte de Floripa que eu mais desejava: o sul da Ilha. Essa é a região que possui as praias mais desertas da cidade e com cenários quase intocados pelo homem. Conhecendo o local, a sensação que eu tinha era que eu estava numa cidadezinha pequena ou numa vila de pescadores. Diria que essa é a região mais “roots” de Floripa e é uma delícia! Definitivamente não pode faltar no seu roteiro.

Para começar a viagem com o pé direito, queríamos ter uma experiência diferente. Por isso, acordamos antes das 5hs da manhã para ver o sol nascendo, e olha…que momento especial! Com a ajuda do aplicativo “Sun Seeker”, vimos que o sol nasceria mais ao sul da Ilha, exatamente no mar da praia do Campeche. Por isso, foi aqui que escolhemos começar a nossa viagem. Posso dizer que foi uma das cenas mais lindas que vimos na vida, e acreditem: não éramos os únicos na praia apreciando esse momento! Super recomendo a experiência para quem curtir a ideia. 😉

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Nascer do sol perfeito que vimos na praia do Campeche em Floripa. foto: @matheuscardoso

Depois de curtir o nascer do sol, fizemos o passeio até a Ilha do Campeche, que fica bem em frente a praia de mesmo nome. Arrisco a dizer que esse é o lugar mais bonito e especial de Florianópolis, pois além de suas águas cristalinas, a ilha possui um sítio arqueológico com dezenas de pinturas rupestres datadas de 5000 A.C. Por isso, a ilha foi tombada como patrimônio arqueológico e desde 2000 é administrada pelo IPHAN, que estabeleceu diversas regras em relação a visitação. Veja abaixo as principais restrições que você precisa saber antes de visitar o local:

  • Só é permitida a visita de 800 pessoas por dia na alta temporada (dezembro a março), e 770 na baixa;
  • As visitas ocorrem todos os dias de 9hs às 17hs;
  • Só é possível ficar 4hs da ilha;

O acesso até a Ilha do Campeche é feito de barco, que pode sair de 3 praias diferentes: da própria praia do Campeche, da praia da Armação ou da Barra da Lagoa. A primeira opção é a mais rápida de todas – o trajeto dura apenas 10 minutos – mas custa entre R$ 100,00 e R$ 120,00, dependendo da temporada. A segunda opção é a mais barata entre as três, custando R$ 80,00, porém com um trajeto de 30 minutos. Já a última opção é a mais cara e mais longe de todas, então dificilmente valerá a pena.

Eu escolhi a segunda opção para juntar o útil ao agradável, pois além de ser a mais barata, seria uma oportunidade de conhecer outra praia do sul de Florianópolis. Por isso, quando deu 8:30hs, pegamos o carro e fomos em direção a Associação de Pescadores da praia da Armação para garantir nosso lugar no primeiro barco do dia. DICA IMPORTANTE: o passeio a Ilha do Campeche é super concorrido e o ideal é que seja reservado com antecedência, principalmente na alta temporada. Se não conseguir reservar, tente chegar no local de saída dos barcos antes das 09hs da manhã.

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Vista do Pier da Praia da Armação, onde saem os barcos para a Ilha do Campeche. foto: @matheuscardoso

Chegamos por volta de 9:45hs na Ilha do Campeche, e voltamos no primeiro horário de saída, as 14hs da tarde. A praia da Ilha é simplesmente maravilhosa e quase não senti a hora passar! Além de curtir o mar cristalino, lá também é possível comprar passeios para fazer trilhas terrestres e aquáticas, ótimo para quem quiser explorar mais toda a riqueza natural da Ilha. Ah, e já anota essa dica essencial: levem comida! Só existe um restaurante por lá e a comida não vale o preço que custa! 😉

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A tranquilidade desse lugar <3 (foto: @matheuscardoso)

Depois que saímos da Ilha do Campeche e chegamos de volta na praia da Armação, descobrimos um lugar muito legal de forma inesperada. Logo depois do píer de onde desembarcam os barcos de passeio, notei que ao lado esquerdo tinha um caminho de terra e um movimento de pessoas que me chamou atenção. Resolvi subir para ver o que era, e acabei descobrindo um mirante que no Google Maps se chama “Ponta das Campanhas”. Trata-se de uma grande área de grama de onde você tem uma vista privilegiada das duas praias: a da Armação e a do Matadeiro. Vi algumas pessoas fazendo picnic, e outras simplesmente sentadas nas cangas apreciando a paisagem.

E o mais legal de tudo: lá existe um balanço pendurado numa árvore de frente para a Praia do Matadeiro que rende belas fotos instagrâmicas. Se eu fosse você não perderia essa oportunidade, hahaha! 😉

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Balanço fofo de frente para a praia do Matadeiro (foto: @matheuscardoso)

Ficamos um tempinho nesse mirante curtindo a paisagem, e enfim pegamos o carro para seguirmos viagem em direção ao nosso último destino do dia, a praia do Pântano do Sul para um almoço no fim da tarde. Estava louca para conhecer o famoso Bar do Arante, restaurante tradicionalíssimo de Florianópolis. A história desse lugar é incrível e o peixe frito com pirão é realmente uma delícia. Vale muito a pena a visita!

O restaurante é todo decorado com bilhetes de papel que os clientes deixam ao visitar o lugar. Tem recadinho por toda a parte: colado nas paredes, no teto, pendurados…é muito legal ler a experiência que os clientes tiveram no lugar. O cardápio também é uma atração a parte: desenhado por estudantes da UFSC, ele conta toda a história do Seu Arante e sua esposa, que criaram o restaurante lá na década de 50. Dica: leiam a carta anônima no verso da capa do cardápio, a história é excelente e rende boas risadas, hahaha!

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Bar do Arante e seus bilhetes (foto: @matheuscardoso)

DIA 2: LESTE DA ILHA

LOCAIS VISITADOS: PRAIA E DUNAS DA JOAQUINA + PRAIA MOLE + PRAIA DA BARRA DA LAGOA + LAGOA DA CONCEIÇÃO

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Praia da Joaquina, em Florianópolis. (foto: @matheuscardoso)

No segundo dia de viagem conheci a região leste da Ilha de Florianópolis, onde ficam uma ao lado da outra, as praias da Joaquina, Mole e Barra da Lagoa. É nessa área também que fica o bairro da Lagoa da Conceição, onde eu considero ser o melhor local para se hospedar na cidade.

Comecei o dia conhecendo as famosas Dunas da Joaquina, um lugar imperdível de Florianópolis. Minha sugestão é estacionar o carro no asfalto ao longo das dunas, assim você consegue subir direto nelas e fica a uma distância boa para caminhar até a praia depois. O cenário no alto das grandes montanhas de areia é incrível e rende fotos belíssimas. Além disso, ali ainda é possível alugar pranchas para fazer sandboard ou simplesmente para descer sentado mesmo. Ah, e eu fui pela manhã, mas dizem que o pôr do sol nas dunas é incrível. 😉

Depois de conhecer as dunas, desci pelo asfalto e fui andando até a praia da Joaquina. Dica: não inventem de ir andando pelas dunas até a praia! A distância é maior do que parece ser e deve ser muito cansativo, rs! Fiquei uma horinha curtindo a praia, que é uma delícia e super bem estruturada com quiosques e restaurantes na sua pequena orla.

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A imensidão das dunas da Joaquina! (foto: @matheuscardoso)

Depois de passar o comecinho da manhã na Joaquina, pegamos o carro e seguimos em direção a Praia Mole. Dizem que ela tem esse nome por conta de sua areia mole, e estou aqui para comprovar: a areia é mole real oficial, hahaha! Além disso, essa praia é queridinha dos surfistas, pois o mar é super agitado e cheio de ondas. É tão agitado que eu nem consegui entrar na água para dar um mergulho, rs. Mas, de uma forma geral, achei essa uma boa praia para estender a canga, ler um livro e relaxar, pois o fato de não ter uma orla urbanizada confere a ela um ar de tranquilidade delicioso!

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Praia Mole em Florianópolis: areia mole e ondas para surfistas (foto: @matheuscardoso)

Nossa próxima parada foi na praia da Barra da Lagoa, onde fomos com a intenção de encontrar um lugar para passar a tarde e almoçar. Achei essa praia uma delícia, pois o mar é bem mais tranquilo e possui poucas ondas. Mas, por outro lado, ela é mais cheia e pode desagradar quem não gosta de praia “muvucada”.

É nessa praia também que fica o Projeto Tamar de Florianópolis. Se for do seu interesse, pode aproveitar a oportunidade para conhecer. Além disso, é possível ainda fazer uma pequena trilha em direção as piscinas naturais da Barra da Lagoa. Não consegui fazer nenhum dos dois programas mencionados, pois quando chegamos já era quase fim de tarde e estávamos famintos, rs!

Depois de caminhar pela areia e ver as opções de restaurantes da praia, nenhum nos chamou atenção. Foi quando lembramos que ali perto tinha alguns restaurantes de frente para a Lagoa da Conceição que pareciam bem interessantes. Pegamos o carro e fomos em direção ao Restaurante do Timoneiro, um dos melhores avaliados no Trip Advisor. Ele fica bem na margem da lagoa e possui um deck super bonito. Almoçamos um camarão empanado com pirão que estava delicioso, e a vista da Lagoa não era nada mal. Foi um fim de tarde maravilhoso!

Para encerrar o dia, que tal caminhar pelo centrinho da Lagoa da Conceição? O bairro é um dos mais legais (se não o mais legal!) de Florianópolis e tem muita coisa para fazer por lá. O centrinho é repleto de restaurantes, bares, pubs…ou seja, tem uma vida noturna bastante agitada e com certeza é o melhor point da cidade. Para quem quiser curtir a noite, o Kai Floripa e o Black Swan me pareceram os lugares mais interessantes. O segundo, inclusive, tem uma programação extensa todos os dias da semana, de segunda a segunda! 😉

DIA 3: NORTE DA ILHA

LOCAIS VISITADOS: SANTO ANTÔNIO DE LISBOA + FORTALEZA DE SÃO JOSÉ DA PONTA GROSSA + JURERÊ INTERNACIONAL 

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Orla de Santo Antônio de Lisboa, um lugar delícia em Floripa! foto: @matheuscardoso

Foi a partir do terceiro dia de viagem que o clima começou a atrapalhar nossos planos. Esse seria o dia em eu que exploraria o norte da ilha de Florianópolis, e a minha ideia inicial de roteiro era a seguinte:

  1. Começar o dia na praia de Canasvieiras;
  2. Almoçar em algum restaurante da praia de Jurerê Internacional e conhecer o Open Shopping;
  3. Depois do almoço, ir até a Fortaleza de São José da Ponta Grossa;
  4. Terminar o dia em Santo Antônio de Lisboa, assistindo o pôr do sol na bela orla do bairro.

Porém, com a chuva e o tempo nublado tive que mudar meus planos e alterar a ordem dos programas. Portanto, tirei a praia de Canasvieiras do roteiro e ao invés de encerrar o dia em Santo Antônio de Lisboa, resolvi começar a manhã por lá. Conhecer esse bairro também é um must-do de Floripa. A colonização açoriana da cidade está estampada na rotina do lugar, estando presente desde a arquitetura das construções até a gastronomia. Eu particularmente amei conhecer a região, mesmo em um dia nublado e chuvoso.

Caminhei pela orla, tirei fotos nas casinhas coloridas, conheci a Igreja Nossa Senhora das Necessidades e a Casa Açoriana, pequena galeria de arte que fica ao lado da Igreja. Um ponto importante é que a maioria das lojinhas e restaurantes abrem a partir de 12hs. A sorte foi que eu não tinha chegado tão cedo assim, então não tive que esperar muito tempo até os estabelecimentos abrirem.

Depois de conhecer os principais pontos do bairro, finalmente fomos almoçar. Santo Antônio de Lisboa é um dos principais pólos gastronômicos da cidade e possui diversas opções de restaurantes incríveis ao longo da sua orla, sendo a maioria de frutos do mar. Escolhi o Villa do Porto para almoçar e tive uma ótima experiência. Foi aqui que experimentamos a mais famosa iguaria de Florianópolis, as ostras. Pedimos ostras gratinadas de entrada e risoto de prato principal. Estava tudo uma delícia!

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Letreiro fofo na orla principal de Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis. (foto: @matheuscardoso)

Nosso próximo destino depois do almoço foi a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, que fica na Praia do Forte em Jurerê Internacional. Essa é uma das mais importantes fortalezas de Florianópolis, que possui ainda outras 7 espalhadas pela cidade. Caso aprender sobre a história do local seja a sua praia, esse é definitivamente um passeio que você vai curtir fazer.

A fortaleza foi construída em 1740 para reforçar os pontos defensivos no lado leste da Ilha, mas foi praticamente abandonada após as invasões espanholas em 1777. Só voltou a ser restaurada quando foi considerada patrimônio histórico e tombada pelo IPHAN em 1939. Hoje, a fortaleza está sob administração da UFSC, e além de ser uma construção belíssima, é possível ter uma linda vista da praia do Forte lá de cima. Custa somente R$ 8,00 para entrar, e só pode ser pago em dinheiro. Para quem curte passeios culturais, fica a dica! 😉

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Fortaleza São José da Ponta Grossa, na praia do Forte ao lado de Jurerê (foto @matheuscardoso)

Após explorarmos a fortaleza, pegamos o carro de volta e fomos até Jurerê Internacional com destino ao Open Shopping, já que praia mesmo não ia rolar. Demos umas voltinhas de carro pelas ruas do bairro e ficamos absolutamente impressionados com as mansões que existem por lá. Além de as construções serem incríveis, me chamou atenção o fato de as casas não possuírem muro. Nem sabia que isso existia no Brasil, minha gente. A sensação o tempo todo era que eu estava passeando pelas ruas de Beverly Hills, hahaha!

Estacionamos no Open Shopping e demos uma voltinha pelas lojas, mas não ficamos muito tempo pois não tem nada demais por lá. Resolvemos caminhar até a orla, mas como era de se esperar, todos os beach clubs estavam fechados e a praia vazia. De qualquer forma, achei interessante, pois o mar parecia bem calminho no dia. Fiquei com vontade de voltar lá um dia para pegar uma praia!

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Jurerê Internacional num dia de chuva, hahaha! foto: @matheuscardoso

DIA 4: CENTRO HISTÓRICO + PONTE HERCÍLIO LUZ

LOCAIS VISITADOS: MERCADO PÚBLICO + CENTRO HISTÓRICO + PONTE HERCÍLIO LUZ

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Catedral Metropolitana ao fundo, no centro de Florianópolis. foto: @matheuscardoso

Nesse último dia de viagem, vimos que novamente estava chovendo e que precisaríamos adaptar o roteiro pensado inicialmente. Meu plano original era aproveitar esse dia para conhecer o restinho do norte da Ilha e emendar com o centro da cidade. A ideia do roteiro era:

  1. Passar a manhã na praia dos Ingleses;
  2. Almoçar no Mercado Público de Florianópolis;
  3. Passear pelo centro histórico;
  4. Ver o pôr do sol na Praça Hercílio Luz com a ponte ao fundo.

Como amanheceu chovendo, logo cortamos a praia dos Ingleses do roteiro. Portanto, começamos o dia indo almoçar no Mercado Público de Florianópolis, cujo acesso é super tranquilo. Existe um estacionamento público enorme bem na frente do mercado, sendo bem conveniente para quem vai até lá. O estacionamento é pago, mas vale a pena pela segurança e conforto oferecido para quem pretende passar algumas horinhas pelo centro da cidade.

Eu particularmente adorei o mercado de Florianópolis! É verdade que geralmente todos são meio parecidos, mas achei o de Floripa mais organizado e limpo que o normal. Ele também não é tão grande, o que ajuda nesses quesitos. O mercado tem dois ambientes: um interno, onde ficam as barracas e vendas, e um externo, onde ficam os restaurantes maiores com mesas.

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Mercado Municipal de Floripa por dentro: achei mais limpo do que o normal! foto: @matheuscardoso

Decidimos comer no BOX 32, um dos bares mais conhecidos do mercado e famoso por ter o melhor pastel de camarão da região. Logo que sentamos reparei que no cardápio eles avisam que os pastéis possuem 100g de recheio, o que me deixou bastante animada. Porém, prepare o bolso: o famoso pastel de camarão custa a bagatela de R$ 16,00. Seria um preço ok se o pastel fosse enorme, coisa que não é, rs! De fato o pastel vem bem recheado e é sim, uma delícia. Mas confesso que achei o preço salgado demais e fiquei um pouco frustrada. Nota 10 pro marketing deles.

Após a frustração do pastel, saímos do mercado e fomos caminhando em direção ao centro da cidade. Passamos primeiro pelo Largo da Alfândega e logo encontramos a fofa Casa da Alfândega, prédio de construção açoriana que hoje abriga uma galeria de artesanato. Aproveite para comprar aquela lembrancinha de Florianópolis para os parentes e também apreciar um pouco da arte feita pelos artesãos locais.

Seguimos caminhando em direção a praça XV de novembro, onde em sua volta estão o Palácio Cruz e Sousa e a Catedral Metropolitana de Florianópolis, ambas com arquiteturas muito bonitas. Acabamos não entrando na Igreja para conhecer seu interior, mas decidimos conhecer o Palácio por dentro e que surpresa boa tivemos!

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Palácio Cruz e Sousa por fora. foto: @matheuscardoso

O Palácio Cruz e Sousa atualmente abriga o Museu Histórico de Santa Catarina e custa somente R$ 5,00 para entrar. Seu horário de funcionamento é de 10hs às 18hs da terça aos sábados e de 10hs às 16hs aos domingos, sendo segunda-feira o único dia da semana que o palácio não abre. O salão do primeiro andar funciona como um espaço para exposições temporárias, e no segundo andar fica a exposição permanente com móveis, objetos de decoração e pinturas da época que o Palácio funcionava como sede do governo do estado. Mas o que chama atenção mesmo é a arquitetura do interior do prédio: é incrivelmente bonito e só de poder conhecer já valeu a pena os R$ 5,00!

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O Palácio Cruz e Sousa por dentro é LINDO demais! Foi uma surpresa muito boa 🙂 foto: @matheuscardoso

Por fim, fomos conhecer a Ponte Hercílio Luz, o cartão postal de Florianópolis. Infelizmente a ponte sofre há anos com a corrupção envolvida nas suas obras de restauração, e por isso, já faz alguns anos que ela não ilumina mais durante a noite. A verdade é que desde então a ponte perdeu seu charme. Mesmo assim, nós decidimos guardar um momento da viagem para conhecê-la na luz do dia.

Voltamos até o estacionamento público onde estava nosso carro alugado para seguir viagem até o local onde teríamos a melhor vista da ponte. Depois de muito pesquisar na internet, chegamos a conclusão que o melhor local seria do lado continental da cidade, na Avenida Cláudio A. Barbosa, mais conhecida como Avenida Beira Mar Continental. Colocamos no GPS, atravessamos a ponte Colombo Salles, que separa a Ilha do continente de Floripa, e rapidamente chegamos na orla do outro lado da cidade.

Ao longo da orla tem várias vagas gratuitas para estacionar, então logo conseguimos parar nosso carro. Tiramos algumas fotos para guardar de recordação, depois sentamos em um dos bancos espalhados pela orla e esperamos anoitecer apreciando a vista do mar e da ponte. Foi uma boa oportunidade para conhecermos também o outro lado de Floripa, fugindo total do roteiro comum dos turistas na cidade. E assim nós encerramos nosso último dia de Floripa!

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Ponte Hercílio Luz ao fundo (foto: @matheuscardoso)

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