Vai viajar para Belo Horizonte e está com dificuldade de montar seu roteiro? Então fica aqui nesse post que você está no lugar certo! 🙂

Minha viagem para BH aconteceu em dezembro de 2019 e eu fiquei 4 dias na cidade, tempo que foi suficiente para conhecer os principais pontos da capital mineira e ainda incluir um bate-volta em Inhotim, o maior museu a céu aberto de arte contemporânea do mundo!

Veja aqui abaixo o roteiro que eu fiz e as experiências que eu tive na cidade:


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DIA 1: FEIRA HIPPIE + PARQUE GIANNETTI + PALÁCIO DAS ARTES

Como o meu primeiro dia de viagem foi em um domingo, minha programação seguiu o óbvio do que se espera fazer em BH nesse dia: passear pela famosa e tradicional Feira Hippie. A feira acontece todo domingo no centro da cidade desde 1969, e é destino certo dos mineiros e de visitantes da cidade nas manhãs de domingo.

De fato, a feira Hippie é um passeio imperdível, principalmente para quem curte artesanato, culinária, compras ao ar livre e um ar de cultura. Lá é enorme e tem de tudo um pouco: roupas, sapatos, acessórios, artigos de decoração, flores, itens de enxoval de bebê, artesanatos, comidas típicas, ufa…juro que não acaba por aí. E tudo a preços ótimos e de boa qualidade. Pra para quem curte negociar, rola pechinchar e fazer ótimos negócios!

A feira acontece na Avenida Afonso Pena, das 7hs as 14hs, entre as ruas da Bahia e Guajajaras. Se você fica hospedado na Savassi (região que eu recomendo se hospedar), dependendo da altura que você ficar no bairro super dá para ir andando! Minha dica é você ir logo pela manhã, pois a feira é muito grande e quanto mais tarde, mais cheio ficará. Vá de mãos vazias e aproveite para fazer umas comprinhas e almoçar na feira! 😉

Depois de almoçar uma comidinha típica delícia de algumas das barracas da Feira Hippie, que tal fazer a digestão caminhando pelo Parque Municipal Giannetti? O parque beira a feira ao longo da Avenida, então basta você encontrar uma das entradas do parque para conhecê-lo. O Parque é bonito e bem cuidado, vale a pena dar uma caminhada para conhecer e tirar algumas fotos.

Para encerrar o dia, recomendo visitar o Palácio das Artes, um espaço cultural que possui cinema, teatro, salas com exposições temporárias e um centro de artesanato. Vale a pena checar na internet quais exposições estão rolando para visitar: a entrada é gratuita para visitar as exposições e o centro de artesanato. Quando eu fui, estava tendo duas exposições ótimas: a de fotografias de Chichico Alkimin e o Narrativas Femininas. Foi um passeio delicioso para o fim de tarde!

À noite, procurei um bom boteco mineiro para tomar um chopinho e petiscar. Acabei encontrando o Redentor, na Savassi, e tive uma ótima experiência. Além do chopp geladíssimo e do ambiente super animado, o bar oferece uma empada deliciosa que tem toda uma bossa para ser entregue nas mesas (não vou contar para não estragar a surpresa rs!). Super recomendo conhecer esse bar!

Para ver com mais detalhes minha experiência no Redentor e em outros restaurantes que eu conheci na cidade, veja esse post!

DIA 2: PRAÇA DA LIBERDADE + MERCADO CENTRAL

Meu segundo dia de viagem caiu numa segunda-feira, e preciso dizer que isso foi um baita de um azar. Caro viajante, simplesmente não tem NADA pra fazer em Belo Horizonte em uma segunda-feira, rsrs. Inclusive, queria dizer que essa não foi a única experiência ruim que eu tive com esse dia da semana em viagens. Estive em Floripa nesse mesmo dia da semana e passei pelo mesmo perrengue. Encontrei praticamente tudo fechado, inclusive restaurantes. Portanto, fica a dica pra vocês: ao marcar uma viagem, se for inevitável passar uma segunda-feira no local, pense bem ao montar seu roteiro para garantir que você não terá um dia perdido na viagem!

Mas, voltando a Belo Horizonte…meu plano inicial era iniciar o dia na Praça da Liberdade e gastar hooooras conhecendo todos os museus que existem ao seu redor. Tem bastante coisa legal para ver por lá, como por exemplo, o Memorial Minas Gerais, o Museu das Minas e do Metal (que todo mundo fala que é demais!), a casa Fiat de Cultura, o CCBB, a Casa do Patrimônio Cultural de Minas Gerais, entre outros. Veja abaixo o mapa do famoso Circuito da Liberdade:

circuito da liberdade bh
Mapa do Circuito da Liberdade (fonte: www.circuitoliberdade.mg.gov.br)

Porém, cheguei lá e dei de cara com tudo fechado, pois segunda-feira é o dia que todos os museus fecham. O único que estava aberto era o CCBB, então aproveitei para entrar e ver as duas exposições que estavam acontecendo. Uma delas era o Museum of Me, que era uma experiência sensorial onde você entrava numa espécie de cápsula escura e era surpreendida por vários posts e mensagens das suas próprias redes sociais. Era bem legal, mas…dura apenas 2 minutos. Ou seja, não fiquei nem 30min dentro do CCBB e já tive que partir para outra, rs! Caso você tenha mais sorte que eu, recomendo reservar algumas boas horas para explorar todo o Circuito da Liberdade, ainda mais se você curte museus e passeios culturais.

Depois do CCBB, resolvi ir andando até o único ponto turístico que estava aberto na cidade nesse dia: o famoso Mercado Central. Atenção: o mercado fecha aos domingos, ok?

Assim como todos os mercadões municipais, o de Belo Horizonte é cheio de lojinhas de souvenir, artesanato, barracas de comida típica e bons restaurantes locais. Tem bastante coisa pra ver lá dentro, principalmente se você curtir esse tipo de programa. A boa é ir até lá para almoçar, então vá na parte da tarde. Eu escolhi almoçar no Casa Cheia, restaurante de comida mineira mais famoso do mercado e que geralmente todos recomendam. Sempre tem fila grande para entrar, mas como eu estava com bastante tempo livre (rsrs), não me importei em esperar.

O passeio no Mercado Central estava bem legal até que me deparei com um lugar horrível: o corredor do mercado de animais vivos. Isso mesmo, existe um seção enorme no mercado de BH destinado a apenas vender animais vivos. E tem de tudo, desde filhote de cachorro até de avestruz e outros animais selvagens e exóticos, todos presos em gaiolas. Não sei como e porque essa seção existe, já que até onde eu sei é proibido a comercialização de animais silvestres. Enfim, achei péssimo e fui para o hotel chateada de ter visto isso. =(

DIA 3: INHOTIM

No meu terceiro dia de viagem fiz um bate-volta até o maior museu a céu aberto do mundo: o Instituto de Arte Contemporânea do Inhotim. Para saber TUDO sobre Inhotim, quando ir, como chegar, o que fazer lá dentro, como otimizar seu passeio, quanto tempo ficar e mais, veja aqui nesse post o guia completo que eu escrevi para vocês!

Mas já adianto que vale MUITO a pena conhecer o Inhotim e sim, deve ser parada obrigatória para quem vai para BH a turismo. 😉

roteiro 4 dias belo horizonte
Pelo Caminho nas letrinhas de barro do Inhotim <3

DIA 4: MIRANTE DAS MANGABEIRAS + PAMPULHA + ALMOÇO NO XAPURI

No meu quarto e último dia de viagem, aproveitei para conhecer os outros principais pontos turísticos de BH que eu ainda não havia conhecido. Comecei minha manhã indo até o Mirante das Mangabeiras, local de onde se tem uma bela vista da cidade. A entrada é gratuita e o mirante abre todos os dias, com exceção de segunda-feira (é claro). 

Depois de apreciar a vista e tirar algumas fotos, desci caminhando a rua até chegar na Praça do Papa, que leva esse nome por conta da visita que o Papa João Paulo II fez ao local na década de 80. A praça possui um monumento em homenagem ao Papa, além de ter uma vista panorâmica da cidade.

praca do papa bh
Monumento na Praça do Papa

Da própria praça eu pedi um Uber para ir até a Pampulha, e sim, eu literalmente atravessei a cidade para fazer esse trajeto, rs! Mas era muito necessário, afinal, como vou sair de Belo Horizonte sem conhecer a Lagoa da Pampulha? Impossível!

Comecei a caminhar pela orla da Lagoa a partir da famosíssima Igreja da Pampulha, cartão postal de BH. Projetada pelo Oscar Niemayer, a construção da Igreja contou ainda com o trabalho de Portinari e Burle Marx, sendo assim, um ícone da arquitetura modernista brasileira. A igreja ficou por um bom tempo fechada para restauração, mas agora ela já está aberta ao público. Quando eu passei por lá, por algum motivo ela estava fechada (ninguém ao redor soube me explicar porque), mas, depois uma pessoa passou e disse que ela ia abrir dali em algumas horas. 

roteiro em belo horizonte

Como eu tinha vôo nesse dia, decidi não esperar a abertura e segui meu rumo caminhando pela Lagoa. Muitas pessoas alugam uma das várias bikes espalhadas pela orla para dar a volta completa na lagoa, mas eu preferi ir andando a pé até meu próximo destino, que era o Museu Casa Kubitschek

A casa foi construída para ser a residência de fim de semana de JK e também foi projetada pelo Oscar Niemayer. Logo se vê traços mordenistas na casa, principalmente na sua arquitetura e decoração. É tudo tão bonito e de tão bom gosto, que é impressionante imaginar que ela foi construída na década de 40. A entrada é gratuita e funciona de terça a domingo, das 9hs as 18hs. Vale a pena a visita! 😉

roteiro em belo horizonte
Casa Museu Kubitschek, programa super legal para fazer na Pampulha

Para finalizar minha tarde, peguei outro Uber e fui almoçar no restaurante Xapuri, que é simplesmente PERFEITO! Must do para os amantes de gastronomia visitando BH, ein?

roteiro belo horizonte
Almoço mineiro no restaurante Xapuri, maravilhoso!

Espero que meu roteiro e minhas experiências tenham ajudado vocês a organizar sua próxima viagem! 🙂


E aí, ficou animado para conhecer BH e Inhotim? O próximo passo agora é planejar sua viagem! Primeiro, você deve pesquisar uma passagem área para Belo Horizonte. Eu sempre uso o Skyscanner ou o Decolar.com para fazer buscas e encontrar passagens mais baratas.

O segundo passo é procurar uma hospedagem pelo Booking ou aproveitar o desconto de R$ 130,00 no Airbnb que eu dei pra vocês. Caso seja do seu interesse, vale alugar um carro também em BH, principalmente se você quiser ir por conta própria para Inhotim. Para isso, você pode utilizar o site comparador de preços RentCars. Sempre alugo por esse site e só tive experiências positivas!

Não deixe de ver também os outros dois posts que eu tenho aqui no blog sobre Belo Horizonte! Você pode ver um guia completo sobre Inhotim que eu escrevi com todas as dicas que você precisa saber antes de ir e também uma resenha dos restaurantes que eu conheci na cidade. 😉

*Todos os sites mencionados acima são parceiros do blog e são utilizados por mim também. Se você reservar através dos links acima, eu ganho uma comissão pela venda e você não paga nada mais por isso! Essa é a forma que eu tenho de manter o blog, pagando os custos de hospedagem, domínio, entre outras despesas que o site possui. 😉

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